segunda-feira, 30 de maio de 2011

Mudar: (mu-dar) v.t. Remover, pôr em outro lugar, deslocar. Alterar, modificar, transformar, converter. Trocar, substituir.


Tentar é válido. Vivo tentando.
Eu sou assim, desse jeitinho mesmo: atrapalhada, desorganizada, irritante às vezes, ansiosa e muitas outras coisas.
Sabe aquela velha história de só mudar se for por você, nunca por alguém? Não é bem assim.
E se você depende desse alguém? Você precisa aprender a mudar. Mesmo que demore, mesmo que.
Às vezes, a gente precisa abrir os olhos e tentar se enxergar nos olhos do outro também. Mas não de qualquer um, digo, daquela pessoa que você vê transparência, naqueles olhos que você tem certeza que apesar de qualquer coisa, vão continuar te seguindo, olhando por você. Amigos, irmãos, pais, seja quem for. Se existe um laço de amor ( não amor de faz de conta, aquele amor, o de verdade) vale a pena abrir a mão de algumas coisas.
E eu não falo de mudanças de estilos, de crenças, de fé. Falo de mudanças que contribuam para ambas as partes. E que tenham motivos concretos para que ocorram.
Fácil tentar e tão difícil conseguir. Mas, eu considero o tentar uma coisa vitoriosa desde o princípio! Quando dá certo então? A satisfação é imensa. Vitórias sem lutas são tão sem valor, é preciso conquistar. E sabe, acho que eu tenho, imperceptivelmente, uma atração por tudo que é difícil.

Mudar por mim, por você, por nós.
Percebi que pequenos atos podem ser gigantescos para outra pessoa. E o querer do outro, pode passar a ser o nosso também.
Melhor do que sorrir, é fazer alguém sorrir. Afinal, qual é a graça de ser feliz sozinho?


Vou tentando prestar mais atenção, me organizar mais, irritar menos, esperar menos e diminuir a lista de coisas-que-eu-faço-e-não-agradam-nem-a-mim. Tentando. Tentar é o pós-querer. E eu quero.
Como diria Caio Fernando Abreu: ''Não tenho nada contra qualquer coisa que soe a: uma tentativa''




Françoíse A. Machado.



segunda-feira, 16 de maio de 2011

V-i-v-e-r.

Injustiça;
Indignação;
Vida.


Fúria;
Frustação;
Viver.

És ingênua como uma fada,
mas fere-te como um leão.
Como pode essa coisa tão bela,
ser tão sem explicação?

Companhia;
Compaixão;
Amigos
.


Ternura;
Tensão;
Amor.


Os livros não resumem
o que será então viver?
Tão simples mas tão confuso
quem sou eu pra descrever.

Não és uma flor que se cheire - a mais pura das verdades.
Mas também não cometa o erro de julgá-la.
Pois quanto maior for a queda,
aprenderá com os erros a amá-la.

Françoíse A. Machado.

domingo, 27 de março de 2011

Sobre falar e sentir.

Pequenas, grandes, significativas, vazias, incompletas... Palavras.  Em excesso elas machucam, e quando elas faltam também.

Em palavras:
A: Desculpa, mas eu não mando nos meus sentimentos, estou confuso.
B: Tudo bem, eu não te amo mais, fique com ela. Ela vai te fazer feliz.
A: Olha, desculpa mesmo, mas eu não sei o que fazer...
B: Eu não te amo mais. Quero que fique bem. Agora estou indo, e por favor, não ligue e não me procure mais. Vai ser melhor assim.

Em sentimentos.
A: Desculpa, mas acho que meus sentimentos por você acabaram.
B: Não! Eu te amo demais, você só está confuso, seu amor não pode ter acabado assim, de uma hora pra outra. Eu sei que posso te fazer o menino mais feliz do mundo.
A: Olha, desculpa mesmo, mas eu não sei o que fazer.
B: Eu te amo, e quero o melhor pra você. Estou indo agora, mas tenho esperanças. Se quiser ligue, me procure. Eu vou estar te esperando.

Simples seria as palavras fossem mais  ''claras’’. Mas não, elas são um dilema.

E será possível encontrar sinceridade nelas, nas palavras? E como saber se alguém está dizendo a verdade ou apenas está brincando?
‘’Eu te amo’’ ‘’será que é verdade?’’. As dúvidas nos perseguem, ainda mais quando se tratam de sentimentos.

Acontece que esquecemos que também se fala através do olhar, ele diz muito e o melhor de tudo: Não engana.
E se me perguntarem; ‘’como faço pra provar que te amo?’’ eu apenas diria:
- Chegue mais perto, e olhe nos meus olhos.



P.S. Escrito ao som de Lady Antebellum - If I Knew Then.

quarta-feira, 2 de março de 2011

´Pequeno prólogo:
Vamos por partes? Se o meio não estiver nada parecido com começo, tudo bem. O que realmente importa é o final. Gosto de coisas embaraçosas. Eu sou toda assim. Confusão, eis-me-aqui.

- É bem mais fácil culpar o passar das horas. Perder tempo culpando o tempo soa no mínimo ironico. E sim, fazemos isso sempre.

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Eu poderia comparar esse  órgão tão fundamental com o piscar dos olhos, afinal, a pureza é a mesma. Ou até mesmo com o ritmo de uma dança, a beleza de uma rosa, as estrelas, a lua, o brilho do sol,  um sorriso. Qualquer coisa que no senso comum,  transmitisse a ideia de beleza,  brilho, de grandiosidade. Mas não, eu escolhi comparar com um relógio, ou seja, uma ''maquina'', porque tende a parar. Para sozinho por consequência do tempo que ele mesmo conta, ou por culpa de alguém que, já não vê mais utilidade e o deixa parar.
É frágil, mas é forte.
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Frágil bateria carregada por sentimentos: Se parar dificilmente volta, se querer dificilmente desiste, e se amar facilmente perdoa.
Frágil bateria incontrolável: Bate como quer, sente como quer, ama quem quiser.
Forte bateria indispensável: Não pensa, não vê. Sente e só.
Forte, frágil, dependente: Cheio de ligações, sozinho não funciona. Todo mundo tem um. Ou dois.
Cor..agem?
Clareza?
Compaixão?
Simplesmente, coração.

P.S. Tenho um carinho gigantesco por esse texto. É simples, mas é de grande importancia pra mim. Tanto é que, estou postando, depois de um ano. 

 (Since 02/03/2010)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Eu, você, nós.

Eu, você, nós. Somos tão iguais mas ao mesmo tempo tão diferentes. Uns erros a mais, acertos a menos, suponho.
Eu, você, nós, buscamos o mesmo, só seguimos caminhos distintos. Queremos ser felizes, apenas. E podemos.
Ir em frente, ir em busca, ir para onde? Somos obrigados a estar em movimento, mas ninguém nos aponta um caminho seguro.Viver pra aprender. Digo, viver, não existir. Só existir não basta.


sábado, 11 de dezembro de 2010


Encontramos obstáculos. Inventamos obstáculos. Alimentamos razões inexistentes pra justificar um provável  fracasso futuro. Sempre assim, brincamos de inventar o futuro, esquecemos o presente. Temos o poder agora, amanhã, não se sabe.
Cansamos fácil, calamos fácil, desistimos fácil. Bobos, tolos, medrosos. A graça está no difícil. Até uma criança, quando quer algo, insiste e consegue. Crianças muitas vezes são mais sábias que nós, protótipos de adultos. 
''Crescemos'' e a única coisa que se desprende de nós é a inocêcia. As brincadeira continuam, ou melhor, o jogo. Nada de pega-pega, esconde-esconde, os que se dizem adultos jogam um jogo diferente. A disputa é maior, a pressão é maior, os riscos são maiores. Nem todos querem jogar.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Não podemos ter controle sobre tudo. Acontece, sem motivos, sem propósitos, sem razões. Apenas acontece, e só.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Cheio de papéis
e guardanapos que não entendia,
com telefones que prometi ligar
no dia seguinte
e foram se despedindo sem acontecer.
Quantas chances tive de ser diferente?
Quis me expulsar e me tranquei mais fundo.
Dependia apenas de detalhes
e não me aceitei em troca.
Não mudei o mundo
porque não sabia
qual o mundo em que vivia.
Perdi amigos, ganhei amigos
houve desencanto, houve engano,
falei que não mais faria,
era tão forte e não necessitava disso
e refiz e fiz.
A consciência não me faz previnido.
O que fui em mim ainda será.
Não me acendi,
mas pode deixar,
eu me apago sozinho.



[ CARPINEJAR ]

sábado, 18 de setembro de 2010


Eu não consigo escrever. E o que mais me irrita é o fato de ter idéias e não conseguir expressá-las.  Idéias que vagam, são passageiras, voam, se embaralham,  tento agarrá-las, mas elas passam sobre mim como o vento. Eu sei bem que elas me rodeiam, mas não às vejo com clareza.
Poderia ser pior se eu tivesse a mente vazia, mas não, minha imaginãção é grande. Grande até demais pra mim.
Se me dessem um tema agora para escrever, eu recusaria. Não gosto de roteiros. Me limitar a um tema tiraria minha liberdade de poder começar discutindo sobre política e terminar falando sobre os girassóis, por exemplo. É que, sou tão sem limites.
São tantos caminhos, tantas escolhas, tantos ''eus'' que fica difícil não se perder.
Aleatoriedade é meu segundo nome, ou melhor, o terceiro. O segundo talvez seja Indecisão.
O fato de não ter o que escrever, me rendeu algumas linhas sem importância, sem nexo, linhas tão vagas e inúteis. Inúteis, mas minhas.
Escrever algo inútil também dá algum trabalho, e toma tempo, viu?
Pare, não precisa continuar lendo. Para que ler um texto que vai tomar seu tempo, não vai mudar o mundo, nem muito menos a sua vida?
Confesso que o texto ficou tão sem sentido, que começo a me encantar por ele. Tão diferente de tudo que já escrevi, tão vazio, sem conteúdo, sem ''moral da história'' .
Adoro o diferente, você não?
Eu tenho mais algumas coisas a dizer, não agora, vou deixar guardado em mim, não é questão de não querer dizer e sim de não poder. Escrever é um dom, eu queria possuir esse dom 24 horas do meu dia. Mas por hoje, é só.
                                                                                                                                               [... contínua]


Françoíse Avelino Machado.

terça-feira, 10 de agosto de 2010


O problema é que olhamos na maioria das vezes para frente ou para traz, sem perceber que também existem caminhos alternativos, muitas vezes caminhos até mais simples, que não enxergamos por pura ignorância ou até mesmo descuido. Costumamos a não querer buscar coisas diferentes, não nos deixamos livres para experimentar sentimentos novos, somos escravos da nossa liberdade. Prendemo-nos a correntes inexistentes: existe uma prisão, isso mesmo; uma prisão, mas imaginária. Podemos chamá-la de limitação. Nós estamos sempre nos limitando a tudo e a todos, temos tanta liberdade, mas não sabemos usá-la, construímos barreiras que na verdade não existem, nos acomodamos com pouco ou muitas vezes até com o ‘’nada’’, quando na verdade nós podemos tudo (ou quase tudo)

Só acreditamos no impossível quando ele acontece, e no improvável quando se torna provável, isso chama falta de fé, falta de confiança, falta de crença.
''Eu não tentava, não tentei, deixei de fazer inúmeras coisas sem ao menos tentar.''

Eu sei que temos vários caminhos e grandes escolhas a serem tomadas, só acho que não podemos ficar parados, esperando.
''Não limitar-se ao mundo, querer mais, sempre mais, sem limites. ''Saber viver, saber ser livre''